Alguns movimentos "desenhados" com os quadris no plano horizontal na dança do ventre
Autora: Málika
E-mail: malika@malika.com.br

Vamos enfocar aqui, alguns movimentos que podemos desenhar com a pélvis, com os quadris, no plano horizontal, ou seja; paralelo ao chão. Com certeza, é um tanto quanto complicada a execução de parte desses movimentos, assim como a explicação e "transcrição" para o papel. Vamos, então, adotar uma codificação para facilitar a compreensão dos desenhos. Eu, particularmente, gosto muito de trabalhar com a imagem desses desenhos, porque cada dançarina ou bailarina consegue executar o movimento a partir de sua interiorização, isto é, o movimento acontece "de dentro para fora" e não ao contrário. Daí, cada dançarina descobre e faz acontecer no seu corpo a figura desejada, com um traço importantíssimo, que é a individualidade, o ""estilo""de cada uma.
Explicando melhor: um círculo desenhado com o quadril é executado por cada dançarina de acordo com as suas características corporais, sua constituição anatômica e o seu desejo de fazê - lo maior ou menor, mais lento ou mais rápido, de acordo com a música.



Estamos olhando o desenho por cima, no plano horizontal, e a dançarina está no centro dele. Certos desenhos/movimentos passam mais de uma vez no mesmo lugar do papel/espaço. Indicaremos com uma linha pontilhada a Segunda passagem, exatamente ao lado da primeira. Isto acontece porque não existe uma "quebra" no movimento, ele é contínuo. Do mesmo modo que o lápis não sai do papel, os quadris não se detém num ponto para pular a outro. É importante observar, também, que cada dançarina pode criar outros desenhos.
Todos esses movimentos podem ser executados nos dois sentidos: para a direita e para a esquerda. O abecedário, por sua vez, pode ser executado da esquerda para a direita ou "em espelho", isto é; ao contrário, para que as pessoas "leiam" o que estamos "escrevendo". Como podemos "escrever" o abecedário com o peito, no plano vertical, fica aqui uma sugestão para uma brincadeira durante um show! Voltando ao plano horizontal, vamos decompor o "caracol". Ele pode ser iniciado de dentro para fora, ou vice - versa:


No desenho número 1, o caracol é "de dentro para fora", para o lado esquerdo; e o desenho número 3 é para a direita. Os desenhos números 2 e 4 são "de fora para dentro", e para a direita e esquerda, respectivamente.

O símbolo do infinito ( um oito deitado ) que é um dos movimentos básicos da dança do ventre, fica muito interessante desenhado assim:

O primeiro gomo é grande, o segundo é pequeno, volta novamente ao primeiro, desenhando igualmente por cima e, então, desenhamos um grande, ao invés de um pequeno, e recomeçamos o desenho - ou "emendamos" outro desenho/movimento. Outras variações são possíveis.

O círculo pode ser "incrementado" de várias maneiras:


Nos dois últimos exemplos, os círculos foram "ligados" uns aos outros. Vale lembrar que podemos variar, para um mesmo desenho, a disposição dos círculos no espaço, como por exemplo:



E, tudo isso, para a direita e para a esquerda... e mais uma variadíssima gama de composições entre "círculos", "oitos", "caracóis" e "espirais" ( que já são um outro capítulo).

Deu para entender porque a dança do ventre tem como movimento básico o símbolo do infinito?. Na verdade, não temos esta resposta, mas, sem sombra de dúvidas, é imenso e riquíssimo o repertório de movimentos e suas inúmeras combinações num mesmo plano - como aqui descrevemos - ou entre planos distintos com uma determinada parte do corpo isoladamente e, ainda, agregada a outra ou outras. Que nó, hein?!? Nó? Também dá para desenhar...

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